Makas no SINPROF

Em uma carta dirigida ao presidente do SINPROF, Guilherme Silva, o presidente da Comissão Eleitoral, Serra Bango, renunciou ao cargo, alegando irregularidades no processo eleitoral.

Na carta, datada de 15 de outubro de 2024, Serra Bango expressou sua disposição de continuar a colaborar com o SINPROF, desde que o trabalho corra em ambiente mais aberto e sem violação dos direitos fundamentais dos membros, como previsto na Constituição.

Segundo Serra Bango, decidiu renunciar após constatar problemas graves na condução do processo eleitoral, como a criação de uma comissão disciplinar formada por pessoas envolvidas diretamente nos casos investigados: “os despachos assinados pelo presidente do SINPROF que suspendiam membros e formavam a comissão disciplinar”, o que, para Bango, violava os princípios de imparcialidade e transparência, gerando um claro conflito de interesses.

Ele destacou que a Comissão Eleitoral tentou mediar a situação e apresentou uma proposta para aliviar as tensões e restaurar a confiança no processo. No entanto, essa proposta foi rejeitada pela direcção do SINPROF, o que agravou ainda mais a crise interna.

Serra Bango relatou sua surpresa ao descobrir, novamente por terceiros, outros documentos que demonstravam a falta de interesse da direcção do sindicato em resolver as irregularidades apontadas, como a mudança na composição da comissão disciplinar.

Diante disso, Bango concluiu que a direcção do SINPROF não demonstrava interesse em promover um diálogo construtivo e ignorava as consequências legais e de reputação que as falhas no processo poderiam trazer ao sindicato.

“Com base nos factos expostos, e considerando que nossas tentativas de mediação não tiveram resultados positivos, coloco meu cargo à disposição e me demito da função de presidente da Comissão Eleitoral com efeitos imediatos”, declarou Serra Bango na carta.

Apesar da renúncia, ele reafirmou sua disposição de colaborar com o SINPROF no futuro, desde que em condições mais abertas e respeitadoras dos direitos dos associados.

Tentamos, sem sucesso, ouvir Guilherme Silva, presidente do SINPROF, para comentar o caso.

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