“O governo não precisa de branquear a sua imagem os feitos são visíveis” – diz Manuel Pinheiro

O Executivo angolano lançou esta semana o Plano Nacional de Comunicação Institucional, uma ferramenta estratégica que pretende melhorar a gestão pública e fortalecer a imagem do governo, tanto dentro como fora do país. No entanto, jornalistas e analistas têm opiniões diferentes sobre o impacto deste plano.

Sem revelar o valor investido, as autoridades angolanas afirmam que o plano tem como objectivo principal proteger a imagem e a reputação do governo. No entanto, até o momento, João Demba, director nacional de Comunicação Institucional, não respondeu às tentativas de contacto feitas pelo O Decreto.

As críticas ao plano começaram a surgir logo após o anúncio. O jornalista Escrivão José acredita que o plano é apenas uma forma de alguns aproveitadores enriquecerem às custas dos recursos públicos. “Este plano vai beneficiar mais uns espertos, como o próprio presidente João Lourenço costuma dizer sobre os marimbondos. A verdade é que nada vai mudar para os meios de comunicação independentes”, afirmou Escrivão, que dirige o projeto de comunicação online Hora H.

Outro jornalista, Mariano Brás, também criticou o plano, afirmando que ele serve apenas para melhorar artificialmente a imagem do governo, sem resolver os problemas reais da população. “Não adianta trabalhar a imagem do governo quando faltam serviços básicos como água, luz e comida. O governo tem que focar em ações concretas para o povo”, disse Mariano.

Por outro lado, o analista político Manuel Pinheiro defendeu o plano, dizendo que ele é importante para combater ataques ao governo e garantir a estabilidade da imagem de Angola. “O governo não precisa de branquear a sua imagem, os feitos são visíveis. Há muitos setores que só criticam por criticar, sem reconhecer o que foi feito”, comentou Manuel.

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