O juiz Jerson Damião, da 3ª Secção do Tribunal de Comarca de Luanda, deu por encerrado o processo nº 983/24, no qual Coutinho Nobre Miguel, ex-CEO do Banco Sol, foi acusado de desviar 200 mil dólares americanos, equivalente em Kwanzas. Inicialmente, o réu devolveu metade dessa quantia, e, no final de outubro, restituiu os 95 milhões de Kwanzas, equivalente a 100 mil dólares, que haviam sido retirados da conta bancária de seu antigo sócio, Ernesto Samaji.
A acção judicial foi marcada por denúncias envolvendo o próprio juiz. O Decreto havia revelado que Jerson Damião teria se envolvido no caso, ao não agendar a sessão de julgamento por influência do advogado de Coutinho, Sérgio Raimundo, que veio a ser negado pelo próprio.
Em sua denúncia, Ernesto Samaji acusou Coutinho Nobre de desviar parte do valor da venda de um terreno, que foi intermediada pelo ex-bancário, para fins pessoais. No entanto, fontes próximas a Coutinho negaram as acusações e afirmaram que ele apenas tentou ajudar Samaji, apresentando um comprador para o terreno com o intuito de resolver uma dívida pendente.
Na manhã deste domingo, Ernesto Samaji confirmou a O Decreto o arquivamento do processo, após Coutinho ter devolvido os 95 milhões de Kwanzas: “Eu nem sequer queria aceitar, mas, depois de tanto tempo, acabei sendo aconselhado a aceitar. O processo já durava oito anos, e meu advogado sugeriu que seria melhor resolver logo a situação. Então, acabei cedendo”, explicou.

O Decreto