Redes de traficantes internacionais reabrem casas de compra de diamantes na Lunda-Norte

Os moradores de Cafunfo, no município do Cuango, Província da Lunda-Norte, expressam preocupação com a reabertura de casas de compra de diamantes, que, segundo eles, operam de forma ilegal. Em uma carta aberta endereçada à governadora da província e a várias autoridades nacionais, os cidadãos alertam para a crescente pilhagem de riquezas naturais e as consequências sociais e econômicas dessas práticas.

De acordo com a carta, tais estabelecimentos estão associados a redes de traficantes internacionais e teriam transformado a compra de diamantes em uma actividade ilegal, mascarada como comércio geral. Os denunciantes acusam ainda algumas autoridades locais de negligência e corrupção, permitindo que diamantes sejam contrabandeados para o exterior, prejudicando os cofres do Estado e fomentando problemas como desemprego, pobreza extrema e o aumento do consumo de drogas entre os jovens.

Os subscritores exigem uma comissão de inquérito multissetorial para investigar a situação e apelam ao encerramento dessas casas ilegais. Alertam que, caso não haja intervenção, a população poderá recorrer a manifestações para exigir medidas concretas.

A carta foi enviada a diversas entidades, incluindo o Presidente da República, órgãos de segurança e partidos políticos, reforçando a gravidade da questão e a necessidade de ação imediata.

Carta em Anexo

 

Carta Aberta sobre a reabertura de casas de venda de diamantes na Lunda-Norte

Á

Sua Excelência Senhora Governadora da

Lunda-Norte

DUNDO=

c/c

-Presidente da República de Angola

– Ministro do Interior

– MPLA,UNITA,PRS, PHD

-Comandante Provincial da Lunda-Norte

-Delegado do SINSE Lunda-Norte

-Delegado da SIC Lunda-Norte

-Procurador Geral da República/Lunda-Norte

-Procurador Geral da República/Cuango

– Vice PGR da República, junto da Micro Operação

Transparência Lunda-Norte

-Defensores dos Direitos Humanos

 

 

Assunto:  Carta Aberta/2024

 

 

Os nossos prestimosos cumprimentos

 

Nós os cidadãos e moradores da vila de Cafunfo, município do Cuango, Província da Lunda-Norte, vimo-nos com enorme preocupação redigir esta carta aberta, enquanto cidadãos, membros da sociedade civil atentos nos assuntos do país, tomando a responsabilidade de transmitir o que tem se constatado nos últimos tempos, como sendo o sentimento de toda a população, clamando por devido da pilhagem das nossas riquezas vulgo (Diamantes) á uma velocidade cruzeiro, sob olhar impávida de autoridades de direito desta circunscrição, e pelo facto de terem simulado a operação transparência para se enriquecer de forma ilícita, causando assim, a fome, miséria obrigatória, pobreza extrema, desemprego no seio da população que havia vos acreditados.

 

Sua excelência, senhora Governadora

 

Escrevemos-lhe esta carta aberta, com maior preocupação, de forma para lhe alertar enquanto actual gestora, funcionária e inclino do palácio da Lunda-Norte, antes que não lhe seja surpreso o que futuramente poderá acontecer, para o efeito, importa aqui pedir a todas entidades de direito acima perceptível, esclarecimento sobre a proliferação e a reabertura de casas de compras de diamantes, ligada a uma rede de traficantes vindo do médio oriente e no ocidente que se encontram instalados e a comprar ilegalmente diamantes, nos municípios de Cafunfo, Cuango, Xá-Muteba, Capenda-Camulemba (Muxinda), Nzaji, Lucapa, Cassanguidi, Maludi, Lovua, Chitato, etc, etc. e pelo facto, de terem transformado, as mesmas casas de compra de diamantes em comércio geral, de forma a enganar o presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, que os órgãos da defesa e de segurança tem estado a combater o tráfico de diamantes nessas áreas propenso, qual tem sido o trabalho de SINSE que tanto recebe dinheiros dos cofres do Estado?

 

Todavia, os diamantes que esses compradores e ou traficantes ilegais, ligado a uma rede de terrorista, tem vindo sim, sem medo de errar a financiar guerra no médio Oriente e no Ocidente, sob olhar cúmplice, da corrupção, tráfico de influência de supostos mandantes desta Província da Lunda-Norte. e com ajuda de alguns marimbondos de alta patentes do país. E os diamantes que os traficantes compram a céu aberto, têm vindo a circular em vários postos fronteiriços, a ser comercializados no exterior. A compra ilegal de diamantes nessa bacia hidrográfica, estaria a contribuir para os cofres do Estado de modo a beneficiar angolanas e angolanos e, ou os habitantes das áreas consignadas.

 

Por essa via, pedimos-lhe, sem sinuosidade, uma comissão de inquérito multissectorial para investigar a proliferação de casas de compra de diamantes instalados nesses municípios acima referidos.

 

Excelência

 

Vale afirmar em tom alto, que a proliferação de casas de compra de diamantes, tem vindo a aumentar o tráfico e uso excessivo de drogas aos jovens com idade que compreende aos 14 a 17 anos de idade, e promovendo a prostituição aos menores de idade, qua antes nunca teria acontecido, essa prática é muito recorrente, promovidos pelos cidadãos de origem Oestes Africanos que simulam de serem Quinguileiros, também instalados nessas localidades acima perceptível.

 

Ao analisar com preocupação a difusão e a reabertura de casas de compra de diamantes, nessa parcela, os subscritores desta carta aberta, pedem a quem de direito o fim de casas de compra de diamantes ilegal, de modo a criar programa para que os diamantes que são comprados ilegalmente passarão à beneficiar aos cofres do Estado e de outra forma passara também à beneficiar a população local. Entretanto, caso esse assunto não mereça a vossa prestimosa atenção, não tardará em promover clima de xenofobia, e chuva de manifestações de modo a exigir o fim dessas casas de compra de diamantes.

 

Excelência

 

O Ministro do interior Manuel Homem, recentemente nomeado pelo Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, diz que cada cidadão é segurança de outro cidadão, já o ministro de Estado e Chefe da casa civil do Presidente da República de Angola, Francisco Pereira Furtado, quando falava na província do  Soyo sobre contrabandistas de combustíveis, não esqueceu sobre os indivíduos envolvidos no garimpo de diamantes em que mais de 80 pessoas foram notificadas, entre os quais os efectivos das Forças Armadas Angolanas (FAA), e da Polícia Nacional, que perderam  os cargos e postos e estão a ser julgados pelos  tribunais.

 

Excelências,

 

Se os oficiais das Forças Armadas Angolanas, e da Policia Nacional envolvidos no tráfico ilegal de diamantes, já estão a conta com a justiça, finalmente quem está a protege as casas de compra de diamantes ligados aos brancos Libaneses, Israelitas nos municípios acima citada, senhor comandante Provincial? Gerson Manuel é Diretor do SINSE da Lunda-Norte.

 

Todavia, temos a prova, existem alguns oficiais generais, são eles que influenciam, asseguram a permanência dos brancos. Os mesmos passam informações precisas aos compradores, é desta maneira que a rede atua, em troca de quarenta mil (40.000.000$ usd) dólares norte americanos ao mês, prejudicando assim os cofres de Estado. Qual tem sido o trabalho do SINSE nesses municípios, Senhor Comandante Provincial?

 

Os compradores de diamantes ilegal, compram a céu aberto diamantes de grade calibre, se estes tivessem a comprar de forma legal, o Estado não estaria perder tantos milhões de dólares, com esses valores monetários, estaria a contribuir para o Orçamento Geral do Estado (OGE), ou, apoiar alguns projectos de impacto social nesses sectores.

 

Deus não colocou diamantes nessas áreas para beneficiar os estrangeiros. Deus que criou os Céus e a terra, tal como dividiu e ou distribui riquezas a cada povo, pois aquele país que calhou com gafanhotos, a culpa não é daqueles que acabou com os diamantes, pois gafanhotos também é riqueza pode ser comercializado tal como é comercializado diamantes.

 

Reiteramos os nossos votos de alta consideração

 

LUNDA-NORTE, AOS 28 DE NOVEMBRO DE 2024. –

 

RUBRICADORES

_____________________________

  1. Adão Tximubi Mulombe
  2. Alberto Muquixi Txiualua
  3. Adriano Jacinto Mubi
  4. Aniece Cabaza Mucosso
  5. Betilson Museheno
  6. Betinho Jaime Matondo
  7. Belarmino Kambala
  8. Bula Mário Funete
  9. Carlos Raimundo Muauica
  10. Caetano Pedro Zango
  11. Mariano Ginguba Katapi
  12. Moisés Mukuta Alfrendo
  13. Florindo Kamoio Sombo
  14. Jorgina André Sousa Kitamba

O Decreto

O Decreto é um portal de notícias de Angola sobre actualidade, direitos humanos, corrupção, opinião e liberdade.

CONTACTOS

© 2020-2025 O Decreto | Todos os direitos reservados