O ministro do Interior, Manuel Homem, lançou uma perseguição sem trégua contra os jovens recrutados durante o mandato de seu antecessor, Eugénio Laborinho.
Na semana finda, os recém-formados pelo Serviço de Protecção Civil e Bombeiros foram notificados para uma bateria de exames, que poderá culminar com o afastamento de vários jovens, supostamente envolvidos em crimes e sem competências comprovadas abrindo espaço para o recrutamento de novos interessados alinhados aos interesses do actual ministro.
De acordo com uma ordem de serviço assinada pelo Director Marcelino Pintinho, Subcomissário Bombeiro, e datada de 20 de dezembro de 2024, os convocados deverão participar de uma formatura geral marcada para o dia 26 de dezembro de 2024, às 7h, no Centro de Instrução Militar do Zango. A ordem exige que os participantes apresentem o Bilhete de Identidade (original e cópia a cores) e forneçam números de telefone e que a ausência na convocatória poderá acarretar “consequências cujas implicações a Escola declina”.
Paralelamente, segundo fontes do Ministério do Interior, a próxima acção será contra as candidatas selecionadas para o Serviço de Investigação Criminal (SIC), que aguardam há mais de quatro anos pelo início de sua formação.
O prolongado atraso na formação das instruendas do SIC tem gerado duras críticas ao actual ministro do Interior, Manuel Homem.
Em 2019, mais de 1.200 mulheres foram selecionadas para integrar o curso de formação do SIC, durante a gestão de Eugénio Laborinho. O início do curso estava previsto para janeiro de 2020, mas, até agora, não foi iniciado, deixando as candidatas em situação de incerteza e frustração.
A espera prolongada tem trazido graves consequências para as instruendas. Algumas faleceram ao longo dos anos, enquanto outras desistiram, buscando alternativas profissionais. Apesar disso, muitas ainda aguardam com resiliência, cobrando o cumprimento do compromisso assumido pelo ministério.
A falta de orientação do ministro Manuel Homem ao seu subordinado Luciano Tânio Jorge da Silva, que substituiu o Comissário António Bedge, é apontada como uma das principais causas do impasse. Este atraso não apenas prejudica as instruendas, mas também expõe falhas na gestão e liderança dentro do ministério.
A onda de perseguição resultou recentemente na suspensão do curso do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) e na reorientação de um novo processo de recadastramento, que tem sido conduzido em meio a várias denúncias de novos casos de corrupção.
O Decreto
