Em pleno Dia Internacional da Mulher, um grupo de mulheres reuniu-se neste sábado, 8 de março, no monumento “Soldado Desconhecido”, na marginal de Luanda, para protestar contra as violações dos direitos das mulheres e a desigualdade de gênero. O acto contou com a participação de várias organizações defensoras dos direitos femininos, como a “Associação Mulher Raiz da Vida, Nexus e o Instituto de Cidadania Mosaoko”, e teve como lema “Até que a igualdade seja normal”.
As manifestantes exigiram respeito, valorização e protecção para as mulheres angolanas, denunciando o que consideram ser um cenário persistente de injustiça e desrespeito à integridade feminina no país.
Durante o protesto, foram exibidos cartazes e entoadas frases que denunciavam a exclusão, discriminação e as múltiplas formas de violência enfrentadas por meninas e mulheres diariamente. As participantes reforçaram que “não podemos alcançar uma sociedade justa até que todos sejam livres e iguais”.
A activista e defensora dos direitos das mulheres, Vanessa Domingos, destacou o impacto da violência de gênero, ressaltando que muitas mulheres vivem com medo devido às agressões frequentes.
“As constantes agressões que sofremos, principalmente as que atingem nossas meninas ainda na infância, nos deixam oprimidas e com medo”, afirmou.
Vanessa também apelou ao Executivo Angolano, para que amplie políticas públicas voltadas à inclusão e participação feminina: “Precisamos de mais apoio. O governo deve olhar mais para as mulheres e criar programas que garantam nossa participação ativa na sociedade”, reivindicou.
O protesto também contou com a leitura de um manifesto que refletiu a contínua luta pela igualdade de gênero e pelo combate às violações dos direitos das mulheres. O documento destacou que a desigualdade ainda coloca milhares de mulheres – que representam a maioria da população – em situação de vulnerabilidade, tornando-as vítimas frequentes de violência, abuso e até assassinato.
A manifestação encerrou-se com o compromisso das activistas de continuar a luta até que a igualdade de gênero seja uma realidade em Angola.
Tavares Gabriel
O Decreto




