A população do município dos Mulenvos prepara, para os próximos dias, a destruição parcial do muro de betão erguido junto ao caminho de ferro, o qual impede centenas de cidadãos de atravessarem para as suas paragens.
De recordar que na paragem conhecida por Norberto de Castro, os populares já abriram a vedação contra vontade das autoridades.
Para preservar o caminho de ferro, da colocação de lixos, o governo está a vedar toda zona impedindo populares de chegarem facilmente as suas paragens: “As passagens agora interditadas incluem zonas estratégicas utilizadas diariamente por moradores para se deslocarem ao trabalho, escolas, centros de saúde e atividades comerciais, nomeadamente o Término dos Autocarros, Ti Chô, SGO, Sonangalp, Mamã Gorda, Robaldina e Ponte Partida”, lê-se numa carta recentemente enviada às autoridades por cidadãos daquela localidade.
Outros moradores apresentaram igualmente um protesto contra a colocação do muro de betão no conhecido bairro da Ponte Partida, alegando que “o muro de betão que está a ser colocado naquele local não é a melhor solução”, acrescentando que “a construção de uma passarela (pedonal) seria a melhor opção para aquele espaço”.
Um dos responsáveis do Movimento Cívico “Mulenvos Precisa de Nós” (MCMPN), João Paulo Crisjóstomo, considerou a colocação do muro de betão um “atentado” à privacidade dos munícipes, uma vez que está a ser fechada a única saída com acesso rápido à estrada principal.
O Decreto sabe que alguns cidadãos “preparam revolta contra as autoridades locais para a colocação de passagens aéreas nos pontos interditos”, uma vez que tem sido vítimas de marginas quando saem das suas casas as 5horas para irem aos seus locais de trabalho.
Entretanto, João Paulo afirma que cerca de 99% dos munícipes rejeitam a construção do muro e exigem a reposição do viaduto, por entenderem que esta alternativa traria benefícios significativos em termos de mobilidade, segurança e desenvolvimento local.
“Fruto das nossas ações de campo, nós, do Movimento Cívico Mulenvos Precisa de Nós, verificámos que cerca de 99% dos populares dos Mulenvos não concordam com o muro. Nesta senda, os munícipes são a favor de uma passarela que facilite a mobilidade com segurança”, esclareceu.
“O seu encerramento, sem alternativas acessíveis, obriga agora os munícipes a percursos significativamente mais longos, como até à Guarda-Passagem, Entrada da Universidade Jean Piaget, Rua Brasileira ou Passagem do Mandibra — esta última também sob rumores de um possível fechamento”, disse outro morador.
O Administrador Municipal dos Mulenvos, Euclides Faria da Costa, ainda não se pronunciou sobre a carta enviada ao seu gabinete. O Governo de Luanda também mantém-se em silêncio quanto à reclamação dos moradores.
Tavares Gabriel
O Decreto




