Justiça liberta hoje o último jornalista indiciado de actos de terrorismo

O procurador Matos de Macedo Dias ordenou, ontem, a libertação do jornalista Alfredo Armando Bumba. A decisão foi tomada em cumprimento de despacho do director nacional da DNIAP, procurador Pedro de Carvalho.

Alfredo Armando Bumba nasceu a 4 de Maio de 1994. É natural do distrito da Maianga, província de Luanda. É casado e reside no município do Kilamba Kiaxi.

O jornalista esteve detido durante 48 horas. Foi solto na manhã deste sábado.

A detenção ocorreu na quinta-feira. Bumba foi investigado por alegadas ligações a dois cidadãos russos acusados de terrorismo, financiamento ao terrorismo, associação criminosa, falsificação de documentos e introdução ilícita de moeda estrangeira no país.

O Serviço de Investigação Criminal apresentou como provas cinco computadores, vários telemóveis e três livros escritos em russo.

Em declarações telefónicas, Alfredo Bumba disse que não foi maltratado. Acrescentou que os agentes que o detiveram e o procurador que o interrogou foram respeitosos.

Confirmou ter mantido contactos com os dois cidadãos russos. Revelou que participou em quatro reuniões, entre Novembro de 2024 e Agosto deste ano. Sublinhou, no entanto, que nunca praticou qualquer acto ilícito.

Segundo o jornalista, os russos pretendiam criar uma casa de cultura. As reuniões contaram também com a presença do vice-presidente da associação cívica fundada por Bumba, que actua no bairro Golfe II.

Permanece detido o jornalista Carlos Tomé, de 38 anos, da Televisão Pública de Angola.

Centenas de cidadãos continuam igualmente em prisão preventiva. Entre eles encontra-se Osvaldo Sérgio Correia Kaholo, detido a 19 de Julho. É acusado de ter co-organizado as manifestações contra o aumento dos combustíveis. Está em greve de fome desde o início do mês.

O Decreto

O Decreto é um portal de notícias de Angola sobre actualidade, direitos humanos, corrupção, opinião e liberdade.

CONTACTOS

© 2020-2025 O Decreto | Todos os direitos reservados