O músico e activista social Nelson Adelino Dembo, mais conhecido por Gangsta disse esta quinta-feira, 26, a partir dos EUA, que a pressão da diáspora fez o Presidente João Lourenço recuar de participar na Assembleia-Geral das Nações Unidas.
Em um directo na sua página do fecebook com mais de 5 mil, Gangsta garantiu que a mobilização dos angolanos no exterior expôs “a verdadeira face do regime” e obrigou o chefe de Estado a alterar a sua agenda internacional: “fizemos João Lourenço fugir das Nações Unidas. Ele sabe que seria confrontado pela diáspora e não quis enfrentar a verdade”, disse o activista.
Segundo Gangsta, a manifestação marcada para 29 de setembro em Nova Iorque mantém-se e será “um grito contra a má governação, a corrupção e a repressão em Angola”.
“Independentemente da fuga do Presidente, vamos às ruas mostrar que o povo não aguenta mais miséria nem mentira”, acrescentou.
O activista acusou João Lourenço de tentar construir “uma narrativa triunfalista” no exterior, mas que não corresponde ao sofrimento vivido pela maioria dos angolanos.
“Ele fala de crescimento e de reformas, mas a realidade é outra: fome, desemprego e jovens sem futuro. É essa verdade que levaremos para a ONU”, declarou.
Gangsta destacou que a mobilização do dia 29 é organizada por angolanos residentes nos Estados Unidos, mas terá apoio de compatriotas de outros países.
Para o activista, a diáspora tem um papel fundamental na luta política, porque “fora do país é possível denunciar sem a censura e a intimidação que existem em Angola”.
O organizador da manifestação concluiu assegurando que a mobilização de Nova Iorque será “um marco na resistência contra o regime”. “Não descansaremos até ver uma Angola livre, democrática e com justiça social”, finalizou.
Coque Mukuta
O Decreto




