A falta de financiamento por parte do executivo angolano está a comprometer a execução do Plano Nacional de Prevenção Rodoviária e a agravar o número de mortes nas estradas em Angola.
Só no último mês, acidentes de viação provocaram mais de 50 mortos. Um dos casos mais graves ocorreu na zona de Cabo Ledo, na província de Icolo e Bengo, envolvendo um autocarro que transportava enfermeiros.
Os dados reacendem o debate sobre a sinistralidade rodoviária no país.
Em entrevista à TPA, o pesquisador rodoviário Vasco da Gama afirmou que as causas estão identificadas e constam do Plano Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito: “O plano apresenta as fragilidades do sector e propõe soluções concretas, organizadas por áreas”, explicou.
Segundo o especialista, o Orçamento Geral do Estado para 2026 não contempla, de forma significativa, programas voltados à prevenção rodoviária.
O Plano Nacional foi aprovado por Decreto Presidencial em 2026, com duração de cinco anos. O objectivo é reduzir em 50 por cento o número de acidentes e vítimas.
O número de acidentes continua elevado, e especialistas admitem que a meta dificilmente será atingida.
A principal razão, dizem, é a falta de recursos para implementar as medidas previstas.
Em Angola, os acidentes de viação são já a segunda maior causa de morte, atrás apenas da malária.
O Decreto
