João Lourenço quer união de esforços para combater a fome e a pobreza. O presidente angolano, disse esta quarta-feira, 21, que Angola pode superar a fome e a pobreza com determinação e união entre os diferentes sectores da sociedade. A declaração foi feita durante a abertura da segunda reunião ordinária do Conselho da República, realizada no Palácio Presidencial.
Lourenço destacou a importância da colaboração entre o Executivo, empresários, famílias camponesas, transportadores e comerciantes na promoção da segurança alimentar e no aumento da produção interna de alimentos. O presidente angolano reiterou o compromisso do seu governo em apoiar a agricultura familiar, acreditando no potencial das famílias do campo para melhorar suas condições de vida.
Durante a reunião, foram debatidos dois temas principais: a segurança alimentar e a produção nacional, além do programa de actividades alusivas ao 50º aniversário da Independência Nacional.
João Lourenço considerou o tema da segurança alimentar crucial, dado o impacto da guerra na Ucrânia e as mudanças climáticas que afetam a produção global de alimentos.
O Presidente ressaltou a redução nas importações de alimentos, graças ao aumento da produção interna de carne bovina e de outros produtos essenciais. Ele também destacou os grandes projectos de infraestrutura, como os canais do Cafu e as barragens do Ndúe e Cova do Leão, que têm o objetivo de promover a produção em larga escala de alimentos no sul de Angola.
Lourenço defendeu um maior reconhecimento aos fazendeiros e camponeses pelo trabalho árduo que realizam para garantir a segurança alimentar no país. Segundo ele, o sucesso na luta contra a fome e a pobreza depende do aumento da oferta de produtos alimentares produzidos localmente.
O padre Gaudêncio Félix Yakuleinge, já expressou sua preocupação com a situação de fome na província do Cunene, enquanto o Padre Pio Wakussango destacou a necessidade de envolver diretamente as comunidades afectadas nos projectos de segurança alimentar. Wakussango também apontou a pobreza no campo como a raiz do ciclo de mendicidade nas cidades.
O chefe de Estado também abordou as celebrações do 50º aniversário da Independência Nacional, destacando a importância histórica da data e os sacrifícios feitos pelo povo angolano para conquistar a liberdade e a dignidade. Ele afirmou que Angola tem muitos motivos para comemorar em grande estilo, com atividades políticas, culturais, esportivas e religiosas previstas para marcar a ocasião.
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