Amnistia Internacional denuncia maus-tratos a activistas em Angola e pede libertação imediata

Amnistia Internacional acusa Angola de maltratar activistas presos.

A Amnistia Internacional (AI) pediu a libertação urgente de quatro activistas angolanos detidos há um ano e cuja saúde está se deteriorando.

Adolfo Campos, Hemegildo José (Gildo das Ruas), Gilson Moreira (Tanaice Neutro) e Abraão Pedro Santos (Pensador) foram presos em setembro do ano passado antes de uma manifestação de apoio aos moto-taxistas. Eles foram condenados a dois anos e cinco meses de prisão e a uma multa de 80 mil kwanzas (cerca de 85 dólares) por desobediência.

A Amnistia Internacional (AI) acusa as autoridades angolanas de negarem assistência médica aos activistas. Campos perdeu a visão e a audição, Gildo das Ruas usa cadeira de rodas e não recebeu cuidados adequados, e Tanaice Neutro teve sua condição agravada pela falta de tratamento. Apenas Pensador não apresentou problemas de saúde.

A organização de direitos humanos destacou que as autoridades ignoraram um pedido de libertação feito por um juiz no caso de Neutro e que a situação dos ativistas se deteriorou sem reação das autoridades angolanas.

As autoridades angolanas ainda não se pronunciaram sobre estas acusações.

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