Sonangol e o braço de ferro contra os ex-trabalhadores despedidos

Um grupo de ex-trabalhadores da Sonangol voltaram a se manifestar este final de semana nas ruas de Luanda para exigir a reintegração aos seus postos de trabalho e o respeito pelos seus direitos, que, segundo eles, foram violados pela empresa.

Os manifestantes afirmam que os protestos continuarão enquanto a Sonangol não resolver por definitivo o problema dos seus enquadramentos: “Estamos a reivindicar há mais de cinco anos, e a situação permanece inalterada. Parece que neste país não há líderes capazes de resolver os nossos problemas. Até agora, nunca ouvimos este caso ser debatido na Assembleia Nacional”, declarou Valdimiro Pequenino, porta-voz do colectivo de trabalhadores, despedido pela Sonangol EP.

“Tivemos hoje uma manifestação de fronte ao edifício da Sonangol EP” explicou o sindicalista.

Segundo o porta-voz, o grupo foi injustamente despedido, mesmo com muitos dos trabalhadores tendo décadas de serviço e idade avançada, próximos da reforma. Pequenino destacou que a Sonangol enfrenta carência de pessoal, enquanto mantém várias vagas em aberto.

Entretanto, a Sonangol defende-se recentemente com ameaças de responsabilizar criminalmente os promotores destas manifestações.

“Os processos foram conduzidos dentro dos limites da legalidade e que todas as medidas para uma resolução pacífica foram tomadas”, diz o comunicado, a empresa condenou os protestos por prejudicarem o acesso às suas instalações e comprometerem a segurança da comunidade e dos trabalhadores.

O conflito permanece sem desfecho, e os manifestantes insistem que apenas encerrarão os protestos quando as suas exigências forem atendidas.

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