“Os que estão a frente mesmo é que fazem Angola não desenvolver!”, diz vendedora ambulante

“Os que estão a frente mesmo é que fazem Angola não se desenvolver!”, desabafou Irina Ernesto, vendedora ambulante, ao comentar a recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de enviar mais de mil milhões de dólares em ajuda humanitária para 31 países africanos afectados pela seca e pelos conflitos.

A ajuda foi anunciada por Biden na última terça-feira, 3, durante um discurso no Museu Nacional da Escravatura, em Luanda.

Para Irina, o problema em Angola não é a falta de dinheiro, mas a falta de boas pessoas para gerir os recursos públicos: “O nosso país é rico e não precisa de ajuda financeira. O que precisamos são de bons seres humanos, porque esse dinheiro que vão enviar nem vai chegar ao povo”, afirmou a vendedora com uma confiança de quem conhece bem a realidade do país.

Irina continuou sua conversa descontraída, dizendo: “Nós somos muito ricos, infelizmente os que estão a frente do país são os que fazem Angola não desenvolver”, disse.

Questionada se o dinheiro da ajuda vai fazer a diferença em Angola, respondeu: “Não é suficiente, não vai resolver. O povo angolano é grande, somos muitos pobres, ele vai ajudar quem? Vai deixar quem? Esse dinheiro não vai ser suficiente! Mas a decisão de Biden foi boa, sim! Se ele conseguir ajudar, está de parabéns!”, disse com rosto triste.

O anúncio de Biden foi de mais de mil milhões de dólares para apoiar os africanos deslocados por secas. Durante seu discurso, ele também falou sobre as relações históricas entre os Estados Unidos e Angola e destacou a importância de estreitar os laços entre os dois lados do Atlântico.

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