Generais de João Lourenço com manchas de corrupção continuam na máquina

Os generais da Casa Militar de João Lourenço enfrentam desafios significativos em um cenário marcado por escândalos e expectativas públicas de mudanças estruturais. Apesar de suas promoções e nomeações, sua integridade é questionada devido ao histórico da instituição, manchada por casos como o do “Major Pedro Lussaty”.

A cerimónia de posse enfatizou o compromisso dos oficiais com a ética, combatendo corrupção e nepotismo. No entanto, o discurso do ministro Francisco Furtado revela preocupações com a capacidade de reestruturação efectiva da Casa Militar.

A herança de práticas controversas e a transição automática dos cargos da antiga Casa de Segurança indicam uma continuidade que pode comprometer os esforços de renovação.

Os novos desafios incluem segurança nacional, resposta a calamidades e reestruturação interna. A necessidade de um banco de dados eficiente e de uma gestão orçamentária aponta para falhas organizacionais históricas.

A integração das chefias ocorre em um contexto de desconfiança, exigindo que os generais demonstrem competência e compromisso com mudanças reais.

Embora exortados à responsabilidade, a eficácia dos generais dependerá de acções concretas e transparência. Somente assim poderão reverter a imagem de uma instituição marcada por ineficiência e suspeitas. O sucesso será medido pela transformação visível e pela restauração da confiança pública.

O ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, conferiu posse a três tenentes generais, nomeadamente Américo José Valente, no cargo de secretário para os Assuntos Nacionais dos Veteranos da Pátria e Forças Armadas da Casa Militar do Presidente da República e Filipe Figueiredo, no cargo de director das Telecomunicações e Informática da Casa Militar do Presidente da República.

Na altura foram igualmente empossado Rogério Ferreira, no cargo de chefe do Centro de Gestão Electrónica da Casa Militar do Presidente da República, General João Serafim Kiteculo, para o cargo de Comandante do Exército e Tenente General João Cruz da Fonseca, para o cargo de 2º Comandante do Exército.

O ministro de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República, conferiu também posse ao General Virgínio António da Cunha Pinto, para o cargo de Comandante da Força Aérea Nacional, Tenente General Emanuel Mendes Vasconcelos, para o cargo de 2º Comandante da Força Aérea Nacional.

Foi ainda empossado o Vice-Almirante Noé Rodrigues João Magalhães, para o cargo de 2º Comandante da Marinha de Guerra Angolana e por fim o General Sequeira João Lourenço (irmão do PR João Lourenço), para o cargo de Chefe Adjunto da Casa Militar do Presidente da República.

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