Vítimas de colisão causada por Subcomissário Amadeu Bentes queixam-se de abandono representante do oficial nega acusações

A falta de pagamento das despesas médicas e a não compensação pelos danos materiais do veículo destruído no acidente causado pelo Subcomissário Amadeu Narciso Lucamba Bentes, de 52 anos, levantam críticas e acusações contra o oficial, que se defende das alegações.

O acidente ocorreu na madrugada do dia 28 de Agosto de 2024, numa quarta-feira, na Estrada Nacional 230, próximo às bombas de abastecimento da SONAGALP, resultando na morte de uma pessoa e deixando dois feridos, um deles em estado grave. Segundo informações da Secção de Trânsito e Segurança Rodoviária, a colisão frontal envolveu dois veículos. O Subcomissário Bentes conduzia uma viatura Toyota Hilux cinzenta, matrícula LD-60-20-HA, e teria circulado na contramão a uma velocidade presumivelmente excessiva.

O outro veículo, um Peugeot 207 azul, matrícula LD-75-86-BE, era conduzido por Elias Dionilde Campos Fandula, de 34 anos, efectivo da Secção de Trânsito e Segurança Rodoviária do Município de Luanda. Com o impacto, Firmino Quijila Tito, de 36 anos, passageiro do Peugeot, morreu no local. Elias Fandula sofreu ferimentos graves, incluindo uma fractura na mandíbula inferior, e foi encaminhado para o Hospital Militar Principal, onde recebe cuidados médicos. Já o Subcomissário Bentes sofreu apenas ferimentos leves.

As vítimas e seus familiares afirmam que foram abandonadas pelo oficial, que não teria assumido os custos do tratamento médico nem reparado os danos da viatura destruída. No entanto, Edson Ribeiro, representante do Subcomissário Amadeu Bentes, negou as acusações e garantiu que o oficial tem cumprido com suas responsabilidades.

“Não corresponde à verdade afirmar que o Sr. Amadeu faltou com o cumprimento das suas responsabilidades com a família do malogrado. Ele apoiou o funeral com a compra da urna, bens alimentares e valores monetários. Além disso, matriculou os dependentes do falecido em escolas, forneceu material didático, pagou propinas e prestou assistência alimentar com produtos da cesta básica. Para dar autonomia financeira à viúva, conseguiu-lhe um emprego”, afirmou Ribeiro.

Quanto à reparação da viatura de Elias Fandula, Ribeiro esclareceu que, após a avaliação dos danos, concluiu-se que o veículo não poderia ser recuperado. “O Sr. Amadeu comprou uma viatura idêntica, mas o Sr. Elias rejeitou, alegando que o motor precisava ser selado. Todas as peças foram substituídas e pagas pelo Subcomissário, incluindo o serviço do mecânico. Infelizmente, mesmo após esse esforço, o Sr. Elias não aceitou a viatura. Diante da indisponibilidade financeira, pedimos mais tempo para providenciar outro veículo”, explicou.

Edson Ribeiro também justificou que, no momento do acidente, o Subcomissário Amadeu Bentes estava hospitalizado e que, por essa razão, a família assumiu as negociações com as vítimas. “Eu comecei a tratar do assunto e estou a responder por ele, sem prejuízo de que ele também possa se manifestar”, concluiu.

O caso segue sob investigação no processo nº 1025/2024-Viana que até agora não tem qualquer desfecho. O Ministro do Interior, Manuel Homem e o Comandante Geral, Francisco Ribas foram contactados mas não deram qualquer resposta em relação a carta enviadas pelas vítimas.

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