Tambor Cinguvu elevado a Património Cultural Nacional

O Tambor Cinguvu, instrumento musical do grupo cultural Quioco (Cokwe), foi elevado à categoria de Património Cultural Imaterial Nacional, no domínio dos «Saberes e Ofícios Tradicionais», conforme consta do Decreto Executivo n.º 378/25, publicado no Diário da República, I.ª Série n.º 66, de 10 de Abril de 2025.

De acordo com o documento, a decisão visa garantir a preservação, valorização e continuidade deste artefacto que representa “um dos mais interessantes elementos das manifestações culturais de Angola”, por carregar consigo traços da cultura material, imaterial e espiritual do país. O tambor acompanha tradicionalmente exibições de danças ancestrais, sendo considerado um símbolo de identidade comunitária.

“Compete às Entidades da Administração Local do Estado, em colaboração com os agentes culturais e cidadãos, desenvolver acções de revitalização e tomar medidas de efectiva protecção e valorização do referido património”, destaca o decreto.

A medida surge “havendo a necessidade de declarar como Património Cultural Imaterial, de forma a evitar o seu desaparecimento e promover acções que garantam a sua preservação para as gerações futuras”.

O documento foi assinado pelo Ministro da Cultura, ao abrigo das competências delegadas pelo Presidente da República, nos termos do artigo 137.º da Constituição, da Lei n.º 14/05 — Lei do Património Cultural — e do Decreto Presidencial n.º 133/24, que aprova o Estatuto Orgânico do Ministério da Cultura.

No mesmo dia, o Executivo declarou ainda a «Dança Olundongo» como Património Cultural Imaterial Nacional, no domínio das Práticas Sociais, Rituais e Eventos Festivos, por via do Decreto Executivo n.º 379/25.

Além disso, o Ministério da Cultura reconheceu o Instrumento Musical Tradicional «Hungo» como Património Cultural Imaterial Nacional, também no domínio dos Saberes e Ofícios Tradicionais.

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