Faleceu na madrugada desta terça-feira, 1 de outubro, o politico e antigo deputado Quintino Moreira, uma das figuras proeminentes da política angolana, vítima de doença. O líder e fundador da Aliança Patriótica Nacional (APN) faleceu numa unidade hospitalar de Luanda, aos 66 anos.
A triste notícia foi confirmada pelo vice-presidente do extinto partido, Noé Mateus, que partilhou o sentimento de luto e consternação que a morte do político está a gerar nos círculos partidários e em todo o país.
Nascido a 27 de abril, na aldeia de Kinzala, município dos Dembos, província do Bengo, Quintino António Moreira traçou um percurso notável na vida política de Angola. Licenciado em Direito pela Universidade Jean Piaget de Angola, Moreira fundou e presidiu partidos como o Movimento para a Democracia de Angola (MPDA) e a coligação Nova Democracia – União Eleitoral. Na sua trajetória, destacou-se também como deputado à Assembleia Nacional e membro do Conselho da República entre 2008 e 2012.
Em 2022, concorreu nas eleições gerais como cabeça de lista e candidato à Presidência da República pela APN, partido que ajudou a erguer com uma visão progressista e voltada para a juventude.
Filho de um antigo combatente e veterano de guerra, Quintino Moreira cresceu no interior do país, onde concluiu o ensino primário na aldeia de Kinzala e o ensino secundário na Missão Católica dos Dembos. A sua carreira não se limitou à política; foi também um fervoroso defensor da filantropia, tendo fundado o Comité Angolano de Emergência (CAE) e desempenhado um papel activo em várias organizações não-governamentais, como a UDEPA e o Amplo Movimento de Cidadãos.
Quintino Moreira deixa um legado de luta pela democracia e pelo desenvolvimento socioeconómico de Angola. O seu partido, a Aliança Patriótica Nacional, conhecido como o “Partido da Juventude”, defende valores de centro-esquerda, promovendo a igualdade social e a solidariedade entre os povos.
A sua morte representa uma perda irreparável para o cenário político e social angolano, deixando um vazio naqueles que acreditaram na sua visão de uma Angola mais justa e inclusiva.
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