UNITA volta a queixar-se de intolerância política

Em nota de imprensa, o Grupo Parlamentar da UNITA denunciou um atentado contra a sua delegação. Os deputados deslocaram-se ao município da Galanga no dia 11 de junho. Durante a visita, foram atacados por grupos que a UNITA classifica como “milícias do Partido-Estado”.

O ataque foi premeditado e resultou em oito feridos. Um dos militantes encontra-se em estado grave. A visita havia sido previamente comunicada ao governador do Huambo.

Segundo a nota da UNITA, “o governador não assumiu a responsabilidade de garantir segurança”, algo que é dever do Estado.

Na véspera da visita, houve tentativa de impedir o acesso à Galanga, uma ponte foi parcialmente destruída. A UNITA classificou o ato como vandalismo a bem público, punível por lei.

O grupo parlamentar afirma que explicou os motivos da visita ao governo provincial.

A delegação foi ao local para verificar os acontecimentos do dia 30 de maio: “Também pretendia manifestar solidariedade e promover um ambiente de paz, apesar disso, segundo a UNITA, dirigentes locais organizaram milícias”

“Esses grupos estavam armados com flechas, catanas, paus, varapaus e pedras, estavam concentrados perto da Administração Municipal” lê-se no documento.

Dois atacantes foram dominados pelos acompanhantes dos deputados. Um deles foi detido pela Polícia Nacional, segundo o detido, a ordem partiu da direcção local do MPLA.

“O agressor alegou que os executantes seriam recompensados financeiramente. Também receberiam benefícios do Programa Kwenda”disse.

O MPLA ainda não se pronunciou sobre as acusações, apesar do presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, ter reiterado que continuará a “luta política dentro das instituições”.

Recentemente, o Presidente da República, João Lourenço, em entrevista à TPA, alertou Adalberto Costa Júnior para “não criar problemas” e “ir resolver no Palácio da Cidade Alta”.

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