A família de Rodrigo Luciano Catimba, vice-presidente da Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA), apelou esta semana à solidariedade do povo angolano para garantir apoio jurídico ao dirigente, actualmente detido no Estabelecimento Prisional do Calomboloca, em Luanda.
Numa declaração emocionada, Sara Dionísia Luciano, mãe de Catimba, pediu ajuda pública para custear os honorários de um advogado.
“O meu filho não tem advogado e nós não temos dinheiro. Peço ao povo angolano, aos taxistas e aos empresários que nos ajudem. Ele sempre trabalhou pelos taxistas e hoje precisa do vosso apoio”, afirmou.
A mãe descreveu o momento como “desesperador”, recordando que Rodrigo Catimba é o principal provedor da família, com filhos e esposa sem meios de subsistência.
Entretanto, altos funcionários dos Serviços Penitenciários de Angola negaram a veracidade das imagens que circularam nas redes sociais, supostamente mostrando o dirigente em condições degradantes. De acordo com uma fonte de alta patente do organismo, as fotografias “não correspondem à realidade” e foram “divulgadas com intenções alheias à verdade”.
“Não há qualquer registo visual proveniente do interior da cadeia de Calomboloca. As imagens são falsas e visam manipular a opinião pública”, declarou o responsável.
O presidente da ANATA, Francisco Paciência, confirmou a detenção do vice-presidente, que ocorreu no dia 31 de Julho, em Benguela, por efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC). Segundo o dirigente, a acção aconteceu sem mandado judicial e sem comunicação formal à direcção da associação, dias depois as autoridades detiveram também Francisco Paciencia onde permanecem até aos dias de hoje.
Até ao momento, as autoridades não apresentaram qualquer explicação oficial sobre os motivos da detenção. No entanto, fontes próximas à ANATA suspeitam que o caso possa estar ligado às recentes manifestações de taxistas, que protestaram contra o aumento do preço dos combustíveis em várias províncias do país.
Os protestos, realizados entre 29 e 31 de Julho, resultaram em confrontos com a polícia, pilhagens e vandalismo, sobretudo em Luanda, Benguela e Huambo.
A família e a ANATA exigem agora esclarecimentos formais sobre a situação do dirigente e apelam ao respeito pelos direitos fundamentais do detido.
Num vídeo, a irmã mais velha esclareceu que a imagem divulgada nas redes sociais não mostra Rodrigo Catimba, mas sim outro irmão da família, que sofre de diabetes e encontra-se igualmente sem assistência médica.
“O meu irmão é diabético, o meu pai também está doente e neste momento ele não está a fazer medicação porque não temos dinheiro”, explicou.
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