Associação Angolana na Alemanha denuncia mau atendimento na Embaixada em Berlim

A Associação Angolana para Actividades Sociais na Alemanha denunciou esta semana o que classifica como “ineficiência e desrespeito” por parte da Embaixada de Angola em Berlim, apontando para falhas graves no atendimento ao público e discriminação no tratamento de cidadãos.

Segundo a associação, muitos angolanos enfrentam dificuldades em contactar a embaixada por telefone, sendo comum esperarem até três semanas por um atendimento. As marcações online para serviços consulares também não estão activadas, o que, de acordo com a denúncia, agrava a frustração da comunidade.

Os representantes da associação referem ainda burocracia excessiva, desorganização e falta de apoio na compreensão dos formulários consulares. Muitos utentes são obrigados a fazer fotocópias fora do consulado devido a equipamentos inoperantes, o que consideram uma demonstração de falta de respeito pelos cidadãos angolanos, sobretudo os que não dominam a língua portuguesa.

Entre os casos apresentados, destaca-se o de uma  senhora pediu anonimato, por temer represália, que há mais de dois meses aguarda uma resposta ao seu pedido de salvo-conduto, sem qualquer retorno das autoridades consulares.

“A única coisa impressionante é o novo edifício da embaixada, que dá uma imagem de progresso, mas contrasta com a realidade do mau atendimento”, lamentou o presidente da associação, Teka Ntu.

A associação acusa ainda a representação diplomática de privilegiar cidadãos ligados ao MPLA nas suas actividades e reuniões, deixando de fora membros da comunidade sem filiação partidária.

“As actividades promovidas pela embaixada têm como prioridade os militantes do MPLA”, afirmou Teka Ntu, acrescentando que “a última reunião dos quadros angolanos demonstrou essa preferência”.

Até ao momento, a Embaixada de Angola em Berlim ainda não reagiu publicamente às denúncias.

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