A saúde em Angola vive um momento alarmante. O cidadão tem pouca esperança de vida. A mortalidade materna e infantil é elevada. Muitas doenças transmissíveis, crónicas e degenerativas estão em alta.
Faltam profissionais de saúde mental e psiquiatras. Não há fiscalização ao uso de tabaco. E o consumo de drogas aumenta cada vez mais.
O governo aprovou o Plano Nacional de Prevenção, Apoio e Proteção às Pessoas com Doenças Não Transmissíveis. O plano, conhecido como PLANAPREV-DNT 2024-2027, foi oficializado pelo Decreto Presidencial nº 240/24.
Para este plano, foram reservados Kz 1.129.115.689.309,54. Mas, como muitos acreditam, este valor corre o risco de ser desviado.
A morte de Maria Eduarda Augusto, uma menina de 6 anos, comoveu o país. Ela foi mordida por um cão e contraiu raiva. A família diz que não havia soro antirrábico nos hospitais de Benguela. E essa falta teria sido determinante para a morte da criança.
Os familiares manifestaram a sua revolta nas redes sociais. Criticaram a falta de medicamentos e a negligência do governo. “Estamos cansados disso tudo”, disseram, lamentando a perda e a falta de assistência básica.
A família procurou soro em Luanda, mas não encontrou. “Se fosse um familiar deles, acredito que o soro aparecia na hora”, desabafaram.
A morte de Maria Eduarda trouxe de volta o debate sobre a falta de medicamentos nos hospitais. A população pede investimentos urgentes para que haja acesso a remédios essenciais.
“O mais triste é ver a Maria Eduarda a pedir aos pais para não a deixarem morrer”, escreveu a família. “Camarada presidente, o senhor não se importa com os angolanos? Ou a sua equipa está a colocá-lo em maus lençóis de propósito? Chega de mortes por falta de medicamentos! Queremos hospitais que salvem vidas, não prédios bonitos e sem condições.”
A ausência de medicamentos como o soro antirrábico ameaça a vida de milhares de angolanos, especialmente crianças. A morte de Maria Eduarda é mais uma prova das consequências da falta de investimentos no setor da saúde.
O Decreto




