Manuel Homem também conhecido por “Kamba Facebook”, anunciou, na sua página do Facebook, a abertura do concurso público para o recrutamento de 7.682 efectivos, distribuídos entre a Polícia Nacional de Angola (3.000 vagas para Agente de Polícia de 3.ª Classe), o Serviço Penitenciário (1.211 vagas para Agente Prisional de 3.ª Classe), o Serviço de Investigação Criminal – SIC (1.186 vagas para Agente de Investigação Criminal de 3.ª Classe) e o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (1.211 vagas para Agente Bombeiro de 3.ª Classe).
Verdade ou mentira as inscrições decorrem até ao dia 5 de Agosto de 2026, mas o concurso tem a duração de um ano. Ou seja, até Agosto de 2027 data da realização da eleições gerais em Angola.
Entretanto, esse mesmo Ministério, nas eleições de 2022, alistou centenas de jovens (mulheres) com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, que, até hoje, não foram chamadas. Ou seja, segundo as próprias candidatas, acabaram por ser ludibriadas.
Outrossim, ainda para as eleições de 2022, também foram realizados concursos em sectores como Governo Provincial de Luanda, Ministério da Energia e Águas (MINEA), Ministério da Saúde (MINSA) e o Ministério da Educação. Ainda hoje existem concorrentes que se queixam de não terem sido enquadrados, mesmo após terem sido considerados aptos.
A perspectiva de que os actuais concursos dos Ministérios da Educação, da Saúde e dos cinco ramos do Ministério do Interior sejam mais uma estratégia eleitoral do regime do MPLA reforça a percepção de que o partido usa estes processos para se manter há mais de 50 anos no poder.
Em órgãos de comunicação social privados, os vários candidatos aprovados nos referidos concursos propagandísticos ainda cobram não apenas a efectivação das promessas de enquadramento, mas também maior rigor ético para evitar que o sonho da estabilidade no emprego público seja instrumentalizado em agendas eleitorais.
Novos concursos públicos, antigas reclamações: quem entra e quem fica de fora?
Recorde-se que várias mulheres alistadas no Serviço de Investigação Criminal (SIC), que concluíram todas as fases do processo de selecção, continuam, anos depois, à espera de serem chamadas. Neste contexto, a abertura de novos concursos reacende as dúvidas sobre o cumprimento dos compromissos assumidos pelo Executivo perante candidatos anteriormente considerados aptos, incluindo anúncios feitos durante períodos de forte mobilização política.
Coque Mukuta
O Decreto
