Comandante-Geral da Polícia Nacional acusado de não ter controlo sobre empresas de segurança nas Lundas

Um cidadão de 26 anos, identificado como Jeremias Maquete, denunciou envolvimento de efectivos da empresa de segurança privada Kadyapemba em disparos de arma de fogo contra civis no bairro Mandinga, município do Luremo, na província da Lunda-Norte.

A actuação de empresas de segurança nas Lundas está a levantar preocupações, com acusações de falta de controlo e fiscalização por parte das autoridades. O caso ganhou novos contornos após uma empresa de segurança ter sido acusada de recusar assistência médica a uma vítima, alegando que esta não possuía Bilhete de Identidade, enquanto a Procuradoria-Geral da República já notificou o SIC para prestar esclarecimentos sobre atrasos na remessa do processo de instrução preparatória do mesmo caso.

Segundo o denunciante, os agentes da referida empresa deslocaram-se ao bairro e efectuaram diversos disparos em plena luz do dia. A acção atingiu cinco pessoas. Entre as vítimas estão uma criança de 13 anos, Betinha Alexandre, e a sua mãe, Eva Lourenço, de 32 anos.

António Joaquim Muapelende, tio de uma das vítimas, relactou que apresentou queixa no Comando da Polícia Nacional no Luremo, na Administração Municipal local e junto da representação do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE). No entanto, afirma não ter obtido resposta satisfatória das autoridades locais.

A família deslocou-se ao Hospital Geral de Cafunfo para prestar socorro às vítimas. Devido à precariedade dos serviços prestados na unidade, optaram por encaminhar o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo o familiar, agentes do Serviço de Investigação Criminal (SIC) tentaram demovê-los de formalizar a denúncia na PGR.

Entretanto, após a formalização da queixa, a Procuradoria-Geral da República notificou o SIC para prestar esclarecimentos sobre os atrasos na remessa do processo de instrução preparatória. Na segunda-feira, 17 de Agosto, representantes da empresa de segurança deslocaram-se a Cafunfo para negociar a assistência médica à vítima. Contudo, a empresa recusou encaminhá-la para o Hospital Sagrada Esperança, alegando que não possuía Bilhete de Identidade.

Coque Mukuta

O Decreto

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