Os professores angolanos mostram-se agastados com a direcção do SINPROF por ter suspendido, alegadamente, a greve de forma unilateral.
Na consulta feita à classe, apenas a província do Bié terá votado a favor da suspensão da greve. Entretanto, O Decreto tentou contactar o secretário-geral do sindicato, Ademar Ginguma, para obter esclarecimentos sobre a suspensão da paralisação, mas, até ao fecho desta notícia, não foi possível obter a sua reacção, apesar das chamadas efectuadas.
O Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF) decidiu esta sexta-feira, 25, unilateralmente, suspender a primeira fase da greve nacional iniciada no passado dia 21 deste mês.
Segundo o professor Garrido Rola, o SINPROF aceitou que a greve fosse suspensa: “Eu estou insatisfeito. Sou professor há 16 anos na província do Bengo e justamente num dos seus municípios. Há uma grande insatisfação da minha parte e até pretendo desvincular-me do SINPROF.”
Com decisão do SINPROF, as aulas retomam na próxima segunda-feira, como deu a conhecer o secretário-geral do SINPROF, Admar Ginguma a RNA.
Por sua vez, o Secretário de Estado para o Trabalho e Segurança Social, Pedro Filipe, deu a conhecer que os 27 mil professores inseridos nesta primeira fase vão beneficiar de novos salários já no próximo mês de Outubro.
Outro professor, Pedro Filipe afirma que:“sabemos qual é a manobra do nosso Executivo. Agora vão inserir 27 mil, e os 23 mil e pouco ficam para Fevereiro, segundo o Secretário de Estado do MAPTSS. Isso é uma utopia porque já sabemos: aqueles que forem contemplados na primeira fase serão os beneficiários, e os outros nunca mais acontecem. Depois, o SINPROF, na pessoa da presidente Hermínia e do Ginguma, vai ficar a puxar novamente com o MAPTSS, com a ministra, com o próprio Governo e o Estado”, lamentou.
Coque Mukuta
O Decreto
