O Colectivo de Ex-trabalhadores da Sonangol dirigiu uma carta aberta ao Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço, a 16 de Agosto de 2026. O grupo solicita uma intervenção urgente num conflito laboral que dura nove anos.
Em carta, os trabalhadores exigem a anulação do acordo financeiro de 590 mil kwanzas, que consideram abusivo, o pagamento dos subsídios de férias e de Natal em atraso e dos retroactivos salariais, a regularização das contribuições ao INSS, sobretudo para os trabalhadores com idade avançada, e uma indemnização justa pelos anos de serviço prestados à empresa petrolífera nacional.
Os signatários afirmam que foram integrados no quadro da Sonangol por força do Decreto Presidencial 31/17, de 22 de Fevereiro. Contudo, relatam que foram posteriormente transferidos para empresas prestadoras de serviços, nomeadamente a HR Services, Angola Offshore Services e Inter-Serviços.
Segundo o documento, os trabalhadores foram demitidos sem o devido reenquadramento no quadro efectivo, ao contrário do que aconteceu com outros colegas em 2020. O grupo aponta ainda desigualdades no tratamento interno e alega que os seus postos foram ocupados por familiares, o que consideram violar o princípio da igualdade previsto na Lei Geral do Trabalho e o Decreto Presidencial 31/17.
Os trabalhadores apelam à sensibilidade institucional para que o diferendo seja resolvido de forma justa e pacífica, evitando o prolongamento da contenda laboral.
Entretanto, o gabinete de João Lourenço tem sido acusado de não dar resposta a pedidos de intervenção dos cidadãos, alegadamente devido a falhas nos serviços de apoio ao Chefe de Estado.
Coque Mukuta
O Decreto
