A Direcção do Hospital Prisão de São Paulo, em Luanda, continua sem prestar esclarecimentos públicos sobre as circunstâncias da morte de Pedro Baptista, antigo funcionário da Rádio Nacional de Angola (RNA) e técnico ligado à Direcção de Comunicação e Imagem do Ministério do Interior, ocorrida após transferência da Cadeia de Viana para aquela unidade hospitalar prisional.
A morte de Pedro Baptista está a levantar inquietações entre colegas, efectivos policiais e familiares, numa altura em que persistem dúvidas sobre as circunstâncias em que o funcionário do Ministério do Interior perdeu a vida. Até ao momento, nem a direcção do Hospital Prisão de São Paulo nem responsáveis superiores do sector prisional se pronunciaram oficialmente sobre o caso.
Entretanto, na tarde deste sábado, o Ministério do Interior assegura que, desde que tomou conhecimento do passamento físico do 1.º Subchefe Pedro José Baptista, cuja última colocação foi no Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa deste departamento ministerial, ocorrido no dia 11 de Maio do corrente ano, diligenciou todas as acções inerentes ao apoio necessário, com vista a garantir um enterro digno e o devido consolo à família neste momento de profunda dor e recolhimento:
“Neste momento de luto, o Ministério do Interior reitera o sentimento de profundo pesar à família enlutada, aos amigos e colegas do malogrado, augurando força e conforto para superar esta irreparável perda”, lê-se na nota que também não explica as circunstâncias do passamento físico de Pedro Baptista.
Segundo fontes policiais ouvidas pelo O Decreto, Pedro Baptista encontrava-se inicialmente detido na Cadeia de Viana, tendo sido posteriormente transferido para o Hospital Prisão de São Paulo, no passado dia 10, alegadamente depois de apresentar complicações associadas ao paludismo. As mesmas fontes indicam que o também 1.º Subchefe da Polícia Nacional acabou por morrer já sob cuidados da Prisão de São Paulo.
Na tentativa de obter reacções oficiais, O Decreto contactou Agostinho Tchiteculo, Director Nacional do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa e Porta-voz do Serviço Penitenciário, contudo, não houve qualquer resposta.
O Decreto
