Caso Lussaty: Combate a corrupção que acoberta graúdos

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Os generais Eusébio de Brito Teixeira e Manuel Vieira Dias “Kopelipa”, compareceram esta semana no Tribunal da Comarca de Luanda, onde foram interrogados na qualidade de testemunhas.

Diferente de Sequeira João Lourenço, irmão do Presidente da República, João Lourenço, (presente na audiência), que foi dispensado por o tribunal ter entendido que ficaram esclarecidos os assuntos no interrogatório feito a “Kopelipa”.

O antigo comandante da Região Militar do Kuando-Kubango, Eusébio de Brito Teixeira, foi o primeiro “graúdo” interrogado, tendo sido confrontado com a retirada do seu oficial de campo do processo, mas o tribunal não relevou o facto.

O segundo a ser ouvido foi antigo ministro de Estado e Chefe da Casa de Segurança do Presidente da República, no período de 1995 a 2017, General Manuel Vieira Dias “Kopelipa”.

Pelo andamento do processo (mal instruído – para favorecer graúdos), o general “Kopelipa” teve o trabalho facilitado, que era apenas remeter a elaboração e execução orçamental ao secretário geral da Casa de Segurança, o tenente-general Luís Simão Ernesto, que já havia testemunhado dias antes no mesmo tribunal.

A pedido da defesa do antigo Comandante da Unidade Batalhão de Transportes Rodoviários, Manuel Correia, o general Eusébio de Brito Teixeira, foi confrontado com o seu antigo subordinado.

Teixeira, disse ter sido Manuel Correia o responsável da gestão, planificação e logística daquela unidade “na questão dos dinheiros eu não tenho nada a ver”, disse.

Foi assim que em resposta, o arguido Manuel Correia mostrou-se chocado e lamentou as revelações de quem considera um pai, tendo denunciado naquele Tribunal que entregava malas de dinheiro pessoalmente nas residências do general Eusébio de Brito Teixeira, no Kuando-Kubango, Kuanza-Sul e Luanda, e na indisponibilidade do mesmo fazia entrega ao seu oficial de campo Geraldo Neves.

Segundo Correia, “o escolta do chefe”, (referindo-se ao general Eusébio de Brito Teixeira), “estava comigo na cadeia e nem como testemunha foi arrolado”.

Fontes próximas ao general Eusébio Teixeira de Brito contaram ao portal O Decreto que, para a extracção do nome do escolta do general Eusébio de Brito Teixeira do processo, aquela alta figura, ligou pessoalmente ao Procurador Geral da República, Helder Pitta Grós, e ao general Fernando Garcia Miala “inclusive as contas do general Eusébio de Brito Teixeira estavam bloqueadas: “mas com o contacto feito à essas duas entidades na mesma semana foram desbloqueadas”, descrevem as fontes.

Uma operação que segundo a nossa fonte, que pediu anonimato, foi feita no mês de Dezembro na casa do general localizada no Cassenda.

Na quarta-feira, 12, ficou-se a saber, que, Geraldo Neves, oficial de campo de Eusébio de Brito Teixeira, está localizado numa das unidades policiais do Kuando-Kubango, sem qualquer medida judiciária.

O Decreto

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