Tribunal manda para casa activista raptado na passada sexta-feira

Uma soltura assinada por uma procuradora junto do Tribunal de Comarca de Luanda, Ana Joaquina, mandou para casa na tarde desta segunda-feira, 13, o activista Leonardo Marcos, inicialmente tido como raptado.

Em contacto com o subcomissário Mateus Rodrigues, director interino de Comunicação Institucional e Imprensa da Polícia Nacional de Angola, afirmou que a corporação não tinha qualquer confirmação da detenção de Leonardo Inácio Marcos nem dos restantes cidadãos referidos. No entanto, Marcos acabou por ser apresentado esta segunda-feira pelas autoridades policiais ao Tribunal de Comarca de Luanda, perante a procuradora Ana Joaquina, onde, sem mais fundamentos, a magistrada mandou-o ir em paz e deixou cair os supostos crimes de calúnia e difamação pelos quais vinha indiciado.

Os três outros companheiros de Marcos já tinham sido soltos num dia depois do suposto rapto.

A detenção do activista angolano Leonardo Inácio Marcos, também conhecido por “Leu”, segundo relatos da família, ocorreu após vários contactos telefónicos considerados suspeitos. A esposa de Leonardo Marcos, Beatriz Pedro, afirmou que, desde terça-feira, um indivíduo identificado como Luís Antunes insistia em contactar o activista, mas Leu não atendia.

Posteriormente, de acordo com a esposa, um outro cidadão, identificado por Desidério, telefonou para Leonardo Marcos, solicitando-lhe um empréstimo de dois mil kwanzas. Durante a conversa, terá aconselhado e convencido o activista a encontrar-se com Luís Antunes e outros elementos, recomendando que permanecessem juntos.

Ainda segundo Beatriz Pedro, na quinta-feira, uma mulher identificada como esposa do general “Lila” terá igualmente contactado Leonardo Marcos, pedindo-lhe que se deslocasse à Gamek para um encontro com Luís Antunes, alegadamente para uma conversa em torno do general “Lila”, activista que se encontra detido a mais de um ano.

Foi a última vez que a família teve contacto com o activista.

“Depois de sair para o encontro, o Leonardo nunca mais regressou a casa. Desde então, deixou de atender o telefone e não voltou a dar qualquer sinal de vida”, contou a esposa.

Horas depois, familiares foram informados por um dos membros do grupo de que os cinco cidadãos teriam sido raptados e levados para local incerto. No entanto, até ao momento, não existe qualquer confirmação oficial sobre essa informação.

O Decreto

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