“Potências mundiais continuam a tapear e a sonegar a verdade sobre a questão de Cabinda” – Carlos Vemba

Hoje é um dia histórico para os cabindeses, porque, há 48 anos foi proclamado  unilateralmente a independência de Cabinda, pelo então presidente da FLEC-FAC, Luís Ranque Franque, bem no auge da descolonização dos territórios e povos africanos (em realce as colónias portuguesas), em Kampala-Uganda, na cimeira da OUA (Organização de Unidade Africana) muito antes da proclamação da independência angolana em Novembro do mesmo ano “1975”, após a invasão e a consequente anexação ilegal de Cabinda à Angola.

Portugal em conluio com os movimentos de libertação de Angola e as potências mundiais agiram articuladamente para que o direito dos cabindeses não vincasse, mesmo com o apoio incondicional de alguns países africanos infelizmente sem capacidade de influenciarem na mudança da política mundial; a máfia política ocidental acabou por prevalecer  e, à ONU não foi tido nem achado perante a essa injustiça descabida e refutável que até aos dias hodiernos continuam a não fazer nada para definir este conflito que continua a ceifar vidas humanas e enormes perdas de bens materiais, impedindo deste jeito o progresso económico e social dos cabindeses.

As potências mundiais continuam a tapear e a sonegar a verdade sobre a questão de Cabinda por causa dos recursos naturais que esses têm vindo a explorar ilegal e desenfreada juntamente com o regime neocolonial angolano.

A República de Angola na sua Constituição “ponto 2 do artigo 12°” advoga  defender a abolição de toda forma de colonialismo, agressão, opressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, mas, é o mesmo que explora, persegue, aprisiona, tortura e assassina os cabindeses que não aceitam a ocupação desse, impávida nem democraticamente.

O silêncio das Nações Unidas constitui uma encruzilhada da paz e à segurança internacional que diz ser apologista.

A questão de Cabinda continua ser um motivo de vergonha para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) a ONU, União Europeia e a União Africana por serem desonestos e ao insistirem em soluções humilhantes e injustas na resolução do conflito que opõe  Cabinda e Angola e, apelamos aos Estados-membros das Nações Unidas e a comunidade internacional em geral a reconhecerem sem reservas que Angola e Cabinda são territórios distintos e que nada pode impedir para a realização do referendo de autodeterminação de acordo a Resolução 1514 da AGNU.

“Se o homem falhar em conciliar a justiça e a liberdade, então falha em tudo”.

Cabinda, Tchiowa, aos 01  de Agosto de 2023           

O PRESIDENTE

Eng. Carlos Manuel Cumba Vemba

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